Revelados os valores que os árbitros recebem no Brasil; veja as categorias

Em meio a reclamações constantes sobre a arbitragem no Brasileirão, especialmente por parte do Grêmio e outros clubes da Série A, surgem agora os números exatos do que os árbitros recebem por jogo. A CBF, que está na mira das críticas, teve seus valores expostos e o torcedor pode finalmente entender o que está por trás do apito.


Quanto ganham os árbitros da Série A?

Os valores variam conforme a função e se o profissional faz parte do quadro da FIFA/Master ou apenas da CBF. Veja os números que movimentam o campo de arbitragem:

FunçãoFIFA / MasterCBF
Árbitro principalR$ 7.280,00R$ 5.250,00
AssistenteR$ 4.370,00R$ 3.150,00
4º e 5º árbitroR$ 1.830,00R$ 1.320,00
VARR$ 4.370,00R$ 3.150,00
Assistente de VARR$ 2.620,00R$ 1.890,00
Assistente de VAR 2R$ 2.620,00R$ 1.890,00
Observador do VARR$ 1.970,00R$ 1.320,00
Gerente de QualidadeR$ 870,00

Além dos valores por função, os árbitros ainda recebem diárias de deslocamento, que variam conforme a distância percorrida e o tipo de transporte. Se o jogo for fora do estado e acima de 800 km, por exemplo, o valor chega a R$ 990,00 com transporte aéreo.


Diárias e Deslocamento: o que mais eles recebem?

As diárias pagas pela CBF ajudam a cobrir transporte, alimentação e hospedagem. Veja como são calculadas:

Transporte Terrestre (dentro do estado):

  • Até 100 km: R$ 160,00
  • 101 km a 300 km: R$ 220,00
  • 301 km a 600 km: R$ 280,00
  • 601 km a 800 km: R$ 360,00
  • Acima de 800 km: R$ 600,00

Transporte Interestadual:

  • Até 100 km: R$ 180,00
  • 101 km a 300 km: R$ 250,00
  • 301 km a 600 km: R$ 400,00
  • 601 km a 800 km: R$ 460,00
  • Acima de 800 km (aéreo): R$ 990,00

Dados da Temporada: quanto a CBF gastou?

Em 2023, os gastos da CBF com arbitragem foram de aproximadamente R$ 35 milhões. Pode parecer muito, mas representa apenas uma fração da receita da entidade, que arrecadou impressionantes R$ 1,3 bilhão em 2024.


Análise: salário é suficiente para profissionalizar a arbitragem?

Apesar dos valores por partida chamarem atenção, é importante lembrar: a atividade de árbitro no Brasil ainda não é exclusiva. Ou seja, muitos árbitros acumulam funções em outras áreas profissionais para complementar a renda.

A questão da profissionalização da arbitragem voltou à pauta, especialmente após lances polêmicos e críticas duras feitas por clubes. O torcedor se pergunta:
“Com tanto dinheiro girando no futebol brasileiro, por que ainda não temos árbitros em tempo integral?”

A CBF pressionada e precisa reagir, seja com mais investimento em capacitação, seja com uma revisão estrutural no modelo de arbitragem do país.


Bastidores e pressão dos clubes

Nos bastidores, cresce a pressão de dirigentes por mudanças. O presidente do Grêmio, por exemplo, chegou a dizer que “o nível da arbitragem está abaixo do futebol brasileiro”, pedindo mais transparência e responsabilidade da CBF.

Outros clubes também sinalizaram incômodo com a falta de padronização nos critérios do VAR e o número de erros decisivos em partidas da elite.

Com os valores agora revelados, o debate sobre a qualidade da arbitragem ganha mais um capítulo quente. Para o torcedor, resta a dúvida: o problema é dinheiro ou gestão?

Enquanto isso, o apito segue soando em meio à polêmica e os erros, infelizmente, continuam entrando em campo.