Bap expõe problema que pode afetar o Vasco; jogou no ventilador
Em áudio vazado de uma reunião do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, disparou contra a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, questionando as condições do empréstimo da Crefisa à SAF do Vasco. A fala do dirigente acendeu o alerta: há uma “agenda oculta” no futebol brasileiro? E mais, o Rubro-Negro não descarta impactos financeiros e jurídicos no futuro do clube cruzmaltino.
Bap não economizou na crítica ao comentar o envolvimento da Crefisa, empresa de Leila, com a SAF do Vasco da Gama. Para ele, o modelo de garantia do empréstimo é, no mínimo, estranho.
“A empresa que ela preside emprestou dinheiro para a SAF do Vasco. Quem aqui já pegou dinheiro com instituição financeira? Quem pede ações da SAF como garantia se não puder ser pago?”, questionou Bap.
“A última vez que vi isso, compraram o Atlético-MG”, ironizou, em referência à família Menin, que assumiu o Galo após a dívida crescer além do controle.
Leila reage com ironia e lembra provocação antiga de Bap
Horas após a fala circular nos bastidores, Leila Pereira respondeu à altura e negou qualquer intenção de comprar o Vasco. De quebra, ainda alfinetou o histórico de Bap como executivo da Sky, relembrando uma fala polêmica de 2014.
“Ele pode ficar tranquilo: não estou comprando o Vasco. Aliás, eu não estou comprando nem o Vasco, nem a Netflix”, cravou a mandatária alviverde, em tom ácido.
Além disso, Leila reforçou seu posicionamento:
“Tenho uma agenda muito clara: defendo o Palmeiras, respeito contratos e busco o crescimento do futebol brasileiro sem tentar asfixiar adversários.”
Terraflamismo? Leila volta a provocar o rival carioca
Essa não foi a primeira troca de farpas entre os dirigentes. No último dia 3 de outubro, Leila já havia provocado o Flamengo ao cunhar o termo “terraflamista”:
“Não tem os terraplanistas? Agora tem os terraflamistas, que acham que o sistema solar gira ao redor do Flamengo”, disparou ela, em entrevista ao GE TV.
A fala veio em meio à disputa pelos valores da Libra, onde o Flamengo tenta reverter o repasse de R$ 77 milhões aos clubes do bloco, incluindo Palmeiras e Corinthians.
Flamengo adota tom mais pragmático (por enquanto)
Procurado após as novas declarações, o Flamengo preferiu não se manifestar oficialmente. Nos bastidores, porém, o clube trata o tema com frieza e vê a reação de Leila como “emocionalmente frágil”.
O Rubro-Negro está focado em resguardar seus direitos jurídicos e financeiros dentro da Libra, já que acredita estar sendo prejudicado na divisão das receitas.
Análise: qual o risco real para o Vasco?
A polêmica expõe uma dúvida crucial: se o Vasco não cumprir os termos do empréstimo com a Crefisa, o clube pode perder parte do controle da SAF? A pergunta paira no ar — especialmente após o alerta de Bap e a lembrança do caso do Atlético-MG com os Menin.
Vale lembrar que o mercado da SAFs ainda está em formação no Brasil, com lacunas regulatórias e muita margem para manobras nos bastidores. Um possível default financeiro pode sim abrir brechas para transferência de controle, como ocorreu no Galo.
Para o torcedor vascaíno, essa movimentação merece atenção. Ainda que Leila negue publicamente qualquer intenção de aquisição, o histórico de concentração de poder em torno de credores no futebol brasileiro não é novidade.
Contexto Libra: Flamengo x Palmeiras segue quente
- R$ 77 milhões bloqueados por liminar
- Flamengo quer nova divisão das receitas de TV e patrocínios
- Palmeiras e Corinthians lideram o outro bloco da Libra
- A crise está longe do fim, e o clima político entre os clubes azedou de vez
Resumo para o torcedor
A briga extrapolou o campo e escancarou uma guerra de bastidores envolvendo financiamento, poder político e controle de SAFs. O Flamengo, representado por Bap, jogou pesado ao questionar o empréstimo da Crefisa ao Vasco. Leila respondeu com ironia e cutucadas, mas a desconfiança ficou no ar. E o torcedor vascaíno? Agora quer saber se o ventilador ligado pelo Bap vai levantar poeira demais em São Januário.