Situação exposta no Flamengo mostra novo motivo para Pedro dar adeus

Após duas partidas sem sequer sair do banco por decisão tomada nos bastidores, Pedro retornou aos gramados em grande estilo neste domingo (20), decidindo o clássico entre Flamengo e Fluminense. O atacante entrou em campo aos 26 minutos do segundo tempo, substituindo Arrascaeta, e aos 39 marcou o gol que garantiu a vitória rubro-negra por 1 a 0 no Maracanã.

O gol teve peso simbólico para o jogador, provando em mais um momento o potencial para o time. Na comemoração, o camisa 9 tirou a camisa, exibiu a frase “Jesus é o suficiente”. Além disso, ajoelhou-se e beijou o escudo do Flamengo. Naturalmente, os torcedores acompanharam de perto a movimentação, projetando uma aproximação entre o atleta e o técnico Filipe Luís.

No entanto, o jogador não destinou olhares evidentes ao treinador. A relação entre treinador e jogador não é das mais tranquilas. Após a ausência do atacante contra o São Paulo, Filipe criticou sua postura e deixou claro que, embora conte com Pedro no elenco, não exige laços pessoais para colocá-lo em campo.

Flamengo segue de olho na tabela do Brasileirão

No momento da substituição, Pedro recebeu instruções da comissão técnica e apenas cumprimentou Filipe com um gesto breve, quase automático, antes de entrar em campo. O gol decisivo rendeu três pontos importantes ao Flamengo, que chegou a 30 no Brasileirão e segue colado no líder Cruzeiro, que tem 33 e uma partida a mais.

Ainda no dia 13 de julho, Filipe Luís comentou sobre Pedro: “A hora que ele correr, segurar a bola e sustentar os duelos com os zagueiros… Que ele não está fazendo. A hora que ele fizer isso aí ele vai jogar. Não precisa me dar abraço, não precisa me dar bom dia, não precisa nada. Ele precisa ser profissional, ir lá e resolver no campo. Mais nada. E tenho certeza que quando ele fizer isso eu vou estar esperando o abraço. Se ele não quiser me dar, não tem problema nenhum”.