Saída de José Boto do Flamengo se transforma no assunto mais comentado do dia

De forma inesperada, José Boto enfrenta sua primeira crise à frente do departamento de futebol do Flamengo. Escolhido por Bap para liderar o principal setor do clube, o dirigente começa a lidar com insatisfação nos bastidores e passa por um período de instabilidade. Embora ainda conte com o apoio do presidente, o próprio Boto não esconde o incômodo com a situação atual.

Vale ressaltar que o momento se desdobra pouco mais de seis meses após sua chegada à Gávea. Caso a relação seja encerrada de forma unilateral, há previsão de multa rescisória. Informações apuradas pelo ‘ge‘ indicam que essa penalidade gira em torno de R$ 2 milhões, independentemente de qual das partes opte pelo rompimento.

O vínculo entre clube e dirigente funciona de maneira semelhante ao dos jogadores, dividido em contrato trabalhista e acordo de direito de imagem. É justamente no contrato de imagem que está prevista uma cláusula que pode beneficiar o Flamengo financeiramente. Os torcedores acompanham a movimentação de perto, entendendo a importância da definição para a sequência da temporada.

Flamengo pode entrar na Justiça após possível rescisão antecipada

Se o pedido de saída não for comunicado com pelo menos 30 dias de antecedência, o clube tem direito a um acréscimo de 30% sobre os valores previstos, mecanismo semelhante ao que a diretoria entende válido também no caso envolvendo o volante Gerson. No episódio da saída do atleta para o Zenit, da Rússia, o Flamengo avalia entrar na Justiça por entender que houve rescisão antecipada.

Ou seja, não houve o cumprimento das obrigações contratuais referentes ao direito de imagem. A cobrança, nesse caso, seria pelo valor integral do contrato. No caso de Boto, o momento é de tensão. A forte reação negativa da torcida e o desgaste interno gerado pelo recuo na contratação de Mikey Johnston, acentuaram os questionamentos sobre o desempenho do diretor.