Preço dos ingressos para a Copa do Mundo de 2026 vão doer no bolso do torcedor
Faltando menos de um ano para a Copa do Mundo de 2026, os primeiros valores dos ingressos começaram a ser divulgados e, como era de se esperar, os preços assustaram. A competição será sediada por Estados Unidos, Canadá e México, e o torcedor que quiser acompanhar de perto vai precisar de um bom planejamento ou de uma conta bancária recheada.
Segundo o site “The Athletic”, os valores variam de R$ 319,78 a impressionantes R$ 33.949, dependendo da fase e localização dos assentos.
Do barato (bem longe) ao caríssimo (VIP total)
O ingresso mais acessível encontrado é de US$ 60 (R$ 319,78), restrito à fase de grupos e em locais com visibilidade bastante limitada, tipo aquele setor que você vê o jogo praticamente pela TV do bar do estádio.
Já o ingresso mais caro? Um assento privilegiado para a final no MetLife Stadium, em Nova Jersey, na chamada Categoria 1, por US$ 6.370 (R$ 33.949). Quer opções “menos piores”? Tem também:
- Categoria 4: R$ 10.819
- Categoria 3: R$ 22.437
- Categoria 2: R$ 14.869
A Categoria 1 engloba os setores inferiores e boa parte do segundo andar, a nata da arquibancada.
Jogos de abertura: preço salgado em qualquer país
Os ingressos para os jogos inaugurais também seguem a lógica de que Copa é luxo. Veja os valores mais baixos e mais altos por país-sede:
- México: de R$ 1.971 a R$ 9.726
- Canadá: de R$ 1.892 a R$ 9.300
- Estados Unidos: de R$ 2.984 a R$ 14.576
Quanto mais longe vai, mais alto o preço sobe
O aumento de valor conforme o torneio avança é brutal. Confira a progressão:
- 16 avos de final: de R$ 666 a R$ 3.544
- Oitavas: de R$ 906 a R$ 4.743
- Quartas: de R$ 1.465 a R$ 9.007
- Semifinais: de R$ 2.238 a R$ 14.816
- Final: de R$ 10.819 a R$ 33.949
Pra quem sonha em ver a grande decisão in loco, o valor é praticamente o de um carro popular.
Análise: Copa para quem pode
A escalada de preços revela uma Copa do Mundo voltada para o torcedor premium, especialmente no contexto de Estados Unidos e Canadá, onde o futebol é tratado como um espetáculo de alto custo, quase como a NFL ou a NBA.
O torcedor comum, principalmente o latino, vai ter que se virar nos 30 se quiser acompanhar mais do que um jogo da fase de grupos.
Esses valores evidenciam o abismo financeiro que separa a paixão popular do futebol da sua nova roupagem de megaevento elitizado.
E aí, vai dar pra ir?
Com esse cenário, resta ao torcedor brasileiro a velha dúvida: será que vai dar pra ver a Seleção de perto? Ou vai ser melhor juntar a galera e assistir tudo no bar da esquina com a TV ligada e o coração na mão?
Seja no estádio ou na quebrada, o que importa é torcer. Mas que os ingressos tão salgados, ah, tão.