Pedido do Ministério Público abre novo capítulo no caso da morte de torcedora do Palmeiras
O Ministério Público de São Paulo pediu à Justiça nesta quarta-feira (12) a liberdade do torcedor do Flamengo suspeito de ter atirado a garrafa que atingiu Gabriela Anelli, torcedora do Palmeiras. O caso aconteceu antes da partida entre as equipes no último sábado (8).
O promotor do processo, Rogério Leão Zagallo, ainda criticou a atuação do delegado responsável, César Saad, e pediu transferências do caso para outra delegacia.
Entenda a processo
De acordo com informações da Delegacia de Repressão e Análise aos Delitos de Intolerância Esportiva (DRADE), o suspeito foi identificado como Leonardo Felipe Xavier Santiago. Segundo Boletim de Ocorrência, Eee confessou que atirou a garrafa que atingiu o pescoço de Gabriela, que veio a falecer na manhã da última segunda-feira (10).
Entretanto, agora o suspeito nega que tenha realizado tal ato. Isso corrobora com as imagens que o MP de São Paulo recebeu sobre o caso.
As imagens indicam que outro torcedor, com características diferentes de Leonardo, teria jogado a garrafa. O novo suspeito tinha barba e vestia uma roupa cinza, enquanto Leonardo não possui barba e estava com a camisa do Flamengo no dia.
Diante desse cenário, o promotor solicitou a anulação da previsão preventiva do suspeito, embora o órgão não exclua a possibilidade de Leonardo ter realmente atirado a garrafa. Rogério Leão ainda solicitou novas diretrizes para identificar o verdadeiro autor.
Ele pediu a busca por mais imagens de câmeras de segurança e os depoimentos dos policiais civis que estavam ao lado da torcida do Flamengo durante o ocorrido. Por fim, exigiu que os autos relativos à morte da torcedora sejam encaminhados ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).