Kaio Jorge ativou o modo empresário e faturou muito fora do Cruzeiro

Sorriso no rosto e botas no pé. É assim que Kaio Jorge, longe dos gramados e da rotina do Cruzeiro, se transforma completamente. Em Gravatá, no interior de Pernambuco, o atacante encontra um lado seu pouco conhecido pela grande torcida do futebol brasileiro: o vaqueiro apaixonado por cavalos, natureza e vida no campo.

A cerca de 80 km do Recife, fica o lugar onde Kaio se desconecta do futebol e se reconecta com suas raízes. No haras KJ, nome inspirado em suas iniciais, o jogador investiu pesado em estrutura: são 14,5 hectares com piscina, academia moderna, pista de vaquejada e um estábulo completo. Tudo pensado para abrigar o seu refúgio e suas paixões.

“Recebo até reclamação aqui de casa porque não paro quieto. Acordo 6h, tomo café rapidinho, já vou ali nas baias olhar os cavalos. Aí dou uma mãozinha na ração, dou uma escovadas nos animais, fico vistoriando para ver se está tudo OK e o resto do dia fico admirando essa paisagem”, conta. “Quando tô aqui fico outra pessoa, totalmente tranquilo. Isso aqui para mim é tudo”, ressaltou.

Kaio Jorge compartilha história longe do futebol

Foi durante um desses raros momentos longe da bola que Kaio recebeu o ‘ge‘ no haras, abrindo as porteiras da sua vida fora de campo. Mostrou de onde veio a paixão, como funciona o dia a dia na propriedade e o tamanho do investimento no universo da equinocultura, estimado em mais de R$ 1 milhão.

Mas o apego aos cavalos não surgiu do nada. Ele vem carregado de lembranças afetivas, principalmente da infância ao lado do avô. Foi “seu Silvio”, como era conhecido Severino Pinto da Silva, quem cultivou no neto o amor pelos bichos. Desde cedo, Kaio foi incentivado a lidar com os animais, e entre todos, os cavalos logo se tornaram os preferidos.