Implementação do ‘semáforo’ na Fórmula 1 deixa cicatriz profunda no esporte
A implementação do ‘semáforo’ dentro da Fórmula 1 acabou deixando uma verdadeira cicatriz profunda dentro do esporte como um todo. Isso porque a primeira vez em que o sistema foi utilizado, um episódio trágico acabou acontecendo e gerou a morte de um dos pilotos mais talentosos da época. Vamos relembrar como foi:
O sueco Ronnie Peterson surge com frequência nos debates sobre grandes pilotos que não conquistaram um título mundial, já que sua carreira acabou se encerrando mais cedo, antes que pudesse chegar lá. O piloto era reconhecido por seu apelido “Sueco Voador” e pela sua excepcional habilidade ao volante, principalmente pelos anos dirigindo pela Lotus, que inovava em seus modelos.
Estreia de semáforo na Fórmula 1 resultou em acidente e morte
No entanto, a carreira do atleta teve um final antecipado nos anos 1970, depois do que aconteceu no Grande Prêmio da Itália, realizado em 10 de setembro de 1978. O evento no icônico Autódromo de Monza marcou a estreia do semáforo como sistema de largada na Fórmula 1, mas um erro no então novo procedimento de largada levou a um acidente múltiplo na curva Goodyear.
Depois de bater contra o guarda-corpo, o piloto sueco esmagou a frente do seu carro Lotus 78, abrindo seus tanques de combustível e resultando em um perigoso incêndio. Apesar de ter sido removido e levado para o hospital em Milão, o atleta não resistiu às lesões e faleceu no dia seguinte, em 11 de setembro de 1978.
Inicialmente a responsabilidade foi colocada em Riccardo Patrese, piloto envolvido no problema. No entanto, o foco da organização mudou rapidamente para a melhoria dos protocolos de largada, pensando em proteger os atletas de futuros acidentes graves como o que aconteceu com o Sueco Voador da Fórmula 1.