Hulk em risco no Atlético-MG: atacante alcança marca negativa no Galo
O Atlético-MG saiu derrotado do Maracanã por 3 a 0 para o Fluminense, pela 27ª rodada do Brasileirão, e um dos principais alvos da torcida é o camisa 7. Hulk chegou a 10 partidas consecutivas sem marcar e atingiu sua pior sequência desde que chegou ao Galo, em 2021. O atacante segue travado nos 498 gols na carreira, dois a menos da histórica marca dos 500.
Jejum que preocupa
A última vez que Hulk balançou as redes foi no dia 14 de agosto, na vitória por 2 a 1 sobre o Godoy Cruz, pela Copa Sul-Americana. De lá pra cá, ele entrou em campo dez vezes, somando apenas uma assistência e recebendo quatro cartões amarelos. O cenário levanta dúvidas sobre o desempenho físico e emocional do atacante, que vinha sendo o protagonista do time nos últimos anos.
Atlético afunda na tabela
Com o resultado, o Atlético-MG estacionou nos 29 pontos, ocupando a 15ª posição, apenas quatro pontos acima do Z4. Já o Fluminense subiu para 7º, com 38 pontos, mantendo vivo o sonho de G6 e vaga na Libertadores. Os dois clubes têm jogos atrasados na próxima quarta-feira (9): o Galo encara o Sport, na Arena MRV, e o Flu visita o Mirassol.
Estrelas em lados opostos
A expectativa para o confronto girava em torno de dois atacantes. Do lado carioca, John Kennedy ganhou a vaga de Cano, cortado de última hora por lesão, e foi destaque na movimentação ofensiva. Já no Galo, Hulk entrou pressionado pelo longo jejum e saiu sem chutar a gol, mais uma vez apagado em campo.
Gol relâmpago e castigo nos acréscimos
O Fluminense dominou as ações e construiu o placar com gols de Samuel Xavier, Serna e Keno. Este último, inclusive, marcou no primeiro toque na bola, após entrar nos acréscimos. Um recado simbólico: enquanto um ex-Galo precisa de segundos para decidir, Hulk vem acumulando jogos sem ser decisivo.
Análise: É hora de mudar?
A má fase de Hulk acende um alerta no Atlético-MG. Com um ataque que não funciona, um meio-campo que não abastece, e um time emocionalmente instável, o camisa 7 acaba sobrecarregado, mas não tem correspondido. Em um momento de crise técnica, talvez seja a hora do técnico pensar em novas opções ou, ao menos, preservar o jogador para que ele volte a ser decisivo nas últimas rodadas.
Ficar esperando que Hulk resolva sozinho pode custar caro.
Bastidores e clima nos bastidores
Fontes internas apontam um clima de pressão crescente nos bastidores do Galo. A diretoria acompanha de perto a situação, mas há confiança de que Hulk possa reencontrar o bom futebol. Ainda assim, já se especula que o clube pode ir ao mercado no fim do ano em busca de reforços ofensivos, inclusive, um camisa 9 de peso estaria na mira.