Especialistas alertam impacto do tarifaço de Trump no esporte brasileiro
Chegando como um baque ao cenário nacional, a imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros importados pelos Estados Unidos foi anunciada pelo presidente Donald Trump na última quarta-feira (9). Naturalmente, o assunto criou um ambiente de tensão e incerteza nas mais diversas esferas, se desdobrando até mesmo para o esporte.
Com a medida prevista para entrar em vigor a partir de 1º de agosto, especialistas ouvidos pelo Lance! analisam possíveis impactos sobre o esporte nacional. Para Elias Menegale, sócio do escritório Paschoini Advogados e especialista em direito tributário, o efeito mais imediato pode ser sentido na relação com fornecedores norte-americanos de tecnologia e materiais esportivos.
“Os Estados Unidos são referência mundial em tecnologia esportiva e um dos principais fornecedores de equipamento, vestuário técnico, de análise e soluções de infraestrutura. Então, um aumento na tarifa feito pelo presidente Trump e a reciprocidade aplicada pelo Brasil vai impactar diretamente nisso”, explicou.
Impactos podem chegar ao esporte nacional
Segundo ele, o encarecimento de materiais, possíveis atrasos nas entregas e entraves logísticos devem afetar, principalmente, o esporte que depende do intercâmbio com o mercado norte-americano. “Haverá impacto no custo da importação de equipamento e na relação de eventos esportivos que envolvam as delegações dos dois países, inclusive em viagens e competições”, completou.
Fernando Trevisan, diretor-geral da Trevisan Escola de Negócios e especialista em marketing esportivo, aponta que o momento exige atenção estratégica por parte de clubes e confederações. Diante da possibilidade de que o tarifaço afete diversos setores da economia, inclusive a indústria do esporte, ele defende que as instituições esportivas busquem alternativas e adaptação para reduzir os efeitos.