Endividado em mais de R$ 1 bilhão, clube alvinegro é proibido de inscrever jogadores

Uma das camisas mais tradicionais do futebol português enfrenta uma crise institucional grave. O Boavista, clube alvinegro conhecido por sua história, já ultrapassa a casa de R$ 1 bilhão e foi impedido de participar das competições profissionais da temporada 2025/26. A situação gera um sinal de alerta para clubes que passam por momentos parecidos.

A sanção foi aplicada pela falta de cumprimento de obrigações fiscais. O clube não apresentou as certidões negativas exigidas pela Autoridade Tributária e pela Segurança Social, nem quitou pendências financeiras dentro do prazo estipulado. Com isso, está temporariamente fora da Segunda Liga, dando um baque aos torcedores.

A situação veio à tona na quarta-feira (25), e causou enorme repercussão entre torcedores e veículos de imprensa no país. Em pronunciamento oficial, o presidente do Boavista, Fary Faye, demonstrou profunda tristeza com a punição e afirmou estar emocionalmente abalado com o cenário que se impôs ao clube.

Clube alvinegro ainda possui expectativas positivas sobre a situação

Faye revelou ainda que o clube alvinegro aguardava uma transferência de 2,5 milhões de euros por parte de Gérard Lopez, acionista majoritário. O valor, segundo ele, poderia ter evitado a penalização, mas não foi creditado a tempo. A diretoria acredita que, caso o aporte seja feito nos próximos dias, ainda será possível buscar uma reviravolta.

Sem conseguir regularizar os valores, o Boavista corre o risco de não disputar as duas principais divisões do futebol português na próxima temporada. A única alternativa, nesse caso, seria solicitar vaga na terceira divisão, o que dependeria de autorização da Federação Portuguesa de Futebol (FPF). Os torcedores acompanham a situação e levantam dúvidas sobre o comando.