Dono do Botafogo enfrentam turbulência após prejuízo de R$ 600 milhões

O Lyon voltou a enfrentar questionamentos sobre sua saúde financeira após a divulgação de um relatório na segunda-feira (15/7). O documento aponta uma forte queda na arrecadação do clube francês durante a temporada 2024/25. Com a Eagle Football Group, comandada por John Textor, dono do Botafogo, a equipe garantiu uma receita 90 milhões de euros menor do que a anterior.

Para a surpresa dos torcedores, foram contabilizados 237,8 milhões de euros (cerca de R$ 1,78 bilhão), valor significativamente inferior aos 361,3 milhões da temporada 2023/24. A diretoria reconhece que o cenário indica um “déficit muito significativo”, o que deve levar à adoção de cortes e ajustes internos. A preocupação chega de maneira instantânea.

O relatório diz respeito exclusivamente à Eagle Football Group, entidade que cuida apenas do Lyon, e não à Eagle Football Holding, empresa que também administra Botafogo (Brasil), RWDM (Bélgica) e FC Florida (EUA). A crise financeira se soma a uma disputa nos bastidores do futebol francês. Recentemente, John Textor deixou a gestão direta do Lyon.

Dono do Botafogo questiona regras na França

Ao justificar sua decisão, o dono do Botafogo criticou a falta de clareza das regras locais: “Na França, não há regras claras. Tudo é subjetivo. As autoridades queriam uma mudança de postura e estavam cansadas de ouvir falar em reformas. Eu propus um modelo semelhante ao da Premier League, sem a DNCG (entidade que regula a gestão financeira dos clubes)”, afirmou.

De acordo com o empresário americano, sua saída teve como objetivo destravar negociações e diminuir conflitos com dirigentes: “Me demiti voluntariamente porque percebi que era o problema para os órgãos reguladores. A UEFA já havia nos aprovado. Tínhamos recursos suficientes. Em 20 de maio, disseram que não haveria rebaixamento. O que mudou entre 20 de maio e 24 de junho? Não foi o dinheiro. Fui eu”, completou.