Dívidas não param de crescer em clube mineiro com rombo de R$ 299 milhões
A situação dos dois principais clubes de Minas Gerais parece um pouco distante, ao menos até a pausa para a disputa do Super Mundial. Isso, porque enquanto o Cruzeiro aparece na parte de cima da tabela do Brasileirão, vencendo Palmeiras e Flamengo, o Atlético-MG não coleciona boas notícias dentro e fora das quatro linhas do campo. O alvinegro, aliás, vive um momento bastante delicado.
De acordo com o balanço financeiro, referente ao ano de 2024, divulgado no início do mês e junho, o clube mineiro enfrenta sérias dificuldades financeiras. O relatório mostra um prejuízo de R$ 299 milhões obtido no ano passado, fazendo com que a dívida total do Galo saltasse para R$ 1,814 bilhão – em relação a 2023, o passivo aumentou em mais de R$ 400 milhões.
Atlético-MG fecha 2024 no vermelho e vê dívida bilionária crescer
É importante salientar que boa parte das dívidas está ligada ao departamento de futebol, com direito a empréstimos bancários que hoje representam cerca de R$ 941 milhões. Considerando todos os débitos de curto e longo prazo, descontando receitas antecipadas e o caixa disponível, o total devido ultrapassa a cada dos R$ 1,8 bilhão.
Apesar do rombo, o clube teve algum alívio financeiro com as conquistas recentes (em 2021) e os vice-campeonatos da última temporada, além – é claro – da venda de jogadores: foram R$ 183 milhões em receitas somente com isso, sendo R$ 102 milhões apenas com a saída de Paulinho para o Palmeiras. Ainda assim, o número está longe de equilibrar as contas.
Além da dívida crescente, o Atlético-MG enfrentou atrasos salariais e deixou de cumprir parcelas na compra de atletas, o que gerou atritos com equipes como Botafogo, Cuiabá, Corinthians, Athletico-PR e Coritiba. A meta inicial de zerar as dívidas da antiga associação até 2026 foi abandonada, e agora a SAF projeta começar a reduzir o passivo apenas a partir de 2028.