Corinthians pode perder Bidon, com propostas de até R$ 90 milhões

O Corinthians pode ter uma dor de cabeça milionária nos próximos meses. O meio-campista Breno Bidon, de apenas 20 anos, está sendo fortemente monitorado por clubes europeus, e duas propostas oficiais devem chegar à mesa do Timão ao fim da temporada. Entre os interessados está o PSV, da Holanda, e os valores especulados giram em torno de € 15 milhões (cerca de R$ 90 milhões).


PSV prepara nova investida

O PSV, que já havia feito sondagens por Bidon anteriormente, agora se movimenta nos bastidores para formalizar uma nova proposta. O nome do segundo clube europeu envolvido na disputa segue sob sigilo, mas a movimentação já preocupa o departamento de futebol alvinegro.

Apesar do assédio, a diretoria do Corinthians mantém um discurso firme: “Não há intenção de vender o jogador neste momento.” O clube se apoia no contrato renovado em janeiro de 2025, que garante Bidon no Parque São Jorge até dezembro de 2029, com uma alta multa rescisória.


Por que Bidon está em alta?

Revelado na base do clube, Breno Bidon se tornou uma das grandes revelações do elenco alvinegro em 2025. Sob o comando de Dorival Júnior, ele se consolidou como titular no meio-campo e ganhou status de peça-chave no esquema tático. Versátil, atua tanto como volante quanto mais adiantado, função que lhe rendeu o apelido de “coringa” do meio-campo corinthiano.

Além da qualidade técnica, chama atenção por sua maturidade em campo, mesmo com pouca idade. Isso despertou o interesse de olheiros e diretores europeus que acompanham o futebol sul-americano em busca de novas joias.


Corinthians com a faca e o queijo na mão

Com um contrato recém-renovado até 2029, o Timão tem o poder total de negociação. Isso significa que, se quiser vender, poderá exigir valores acima dos € 15 milhões, ou montar uma negociação mais vantajosa, incluindo bônus por desempenho ou percentual em futura venda.

A expectativa de quem acompanha o mercado é que o Corinthians não aceite qualquer proposta, e a diretoria está atenta para evitar repetir erros do passado, quando talentos foram vendidos abaixo do que poderiam render.


Bastidores: quando o discurso não bate com o cofre

Mesmo com o discurso de que quer segurar Bidon, a verdade é que R$ 90 milhões mexem com qualquer diretoria, especialmente em um momento onde o Corinthians ainda busca estabilidade financeira e tenta equilibrar as contas.

A Fiel Torcida já sabe como essa história costuma terminar: se a proposta for mesmo robusta, a chance de manter o garoto diminui. A janela de janeiro de 2026 promete ser decisiva.


Análise: o que o Corinthians deve fazer?

Segurar Bidon até o meio de 2026 seria o cenário ideal para o torcedor e para o projeto esportivo. Ele ainda tem muito a render no futebol brasileiro e poderia valorizar ainda mais com uma Libertadores no currículo, por exemplo.

Por outro lado, o futebol moderno é negócio, e um valor na casa dos R$ 100 milhões pode ser difícil de recusar. Se for para vender, que seja pelo preço certo e com cláusulas inteligentes, garantindo retorno técnico e financeiro.