Balanço de contratações do Atlético-MG: catorze chegadas e vinte saídas
O rebaixamento do time Sub-20 do Atlético-MG para a Série B provocou uma transformação acelerada no departamento de base, algo fortemente cobrado pelos torcedores. Somando as duas janelas de transferência da temporada, a de janeiro e a atual, foram registradas 20 saídas e 14 novas contratações, garantindo expectativas renovadas para a sequência do trabalho.
Desde março, com a contratação de Luiz Carlos de Azevedo para assumir a gerência da base e o suporte de Paulo Bracks, executivo do futebol, o processo de reformulação ganhou intensidade. A queda matemática, confirmada ainda com uma rodada de antecedência, foi o gatilho para uma mudança mais ampla no elenco.
Nove atletas deixaram o clube logo após o descenso, seja por não se encaixarem no perfil estabelecido ou por não fazerem mais parte dos planos. A maioria pertencia às gerações de 2005 e 2006. Entre os nomes, destacam-se os zagueiros Dudu e Renan Silva, que se despediram pelas redes sociais, além de Pedro Ataíde, Alisson Santana e João Rafael.
Atlético-MG utiliza trabalho do CIGA na base
Enquanto liberava jogadores, o Atlético-MG partia para o mercado junto ao trabalho do CIGA, responsável por mapear os alvos para a categoria. Nesta janela, foram oito contratações; no início do ano, outras seis. Os últimos reforços contemplaram setores carentes no Sub-20, especialmente a defesa, com quatro zagueiros, e o ataque, com três novas peças.
O modelo de negociação adotado também é estratégico: acordos sem custos, via empréstimos ou parcerias, com divisão dos direitos econômicos dos atletas. As buscas têm se concentrado em clubes com tradição na formação de talentos, como Grêmio, Flamengo, Santos e Vasco, além de equipes de relevância internacional.