Após encarar o Palmeiras, Chelsea muda de mãos por decisão do proprietário

Pouco depois de bater o Palmeiras no Mundial de Clubes da Fifa, o Chelsea, da Inglaterra, precisou mudar de dono por ordem do governo britânico. Isso, contudo, foi antes da atual edição do torneio, em 2022, quando o então dono do clube, o russo Roman Abramovich, foi forçado a vender a equipe por pressão governamental, devido às tensões políticas internacionais envolvendo a Rússia.

A medida, inclusive, veio como parte das sanções impostas pelo Reino Unido a aliados próximos de Vladimir Putin – em resposta à guerra entre Rússia e Ucrânia. Considerado um oligarca ligado ao Kremlin, Abramovich viu seus bens congelados e ficou sem alternativas, sendo obrigado a se desfazer do Chelsea, clube que comandava desde 2003.

Após Mundial de 2021/22, Chelsea foi vendido por ordem do governo britânico

A tal venda, então, foi concretizada poucos meses depois, em maio de 2022, para o empresário norte-americano Todd Boehly e o fundo Clearlake Capital, por cerca de £4,25 bilhões (algo em torno de R$ 25,5 bilhões, na cotação da época). Parte do valor ainda foi destinado a causas humanitárias, conforme exigência das autoridades britânicas.

Durante os 19 anos sob o comando de Abramovich, o Chelsea se transformou de uma equipe tradicional em uma verdadeira potência europeia. O clube conquistou impressionantes 21 títulos nesse período, incluindo duas Ligas dos Campeões da UEFA, além de diversos títulos nacionais. Desde a venda, o clube tenta reconstruir sua identidade e voltar ao protagonismo.

Curiosamente, a negociação ocorreu pouco tempo após o título mundial diante do Palmeiras, em fevereiro daquele ano, em Abu Dhabi. Na final, os ingleses venceram por 2 a 1, com gols de Lukaku e Havertz, enquanto Raphael Veiga marcou para o time brasileiro. A conquista acabou sendo o último grande momento do Chelsea sob a gestão Abramovich.