Corinthians barra avanço em acordo com Flamengo; negócio trava
As tratativas entre Corinthians e Flamengo para a venda conjunta dos direitos de transmissão do Brasileirão a partir de 2030 travaram de vez. O motivo? Desconforto do presidente corinthiano, Osmar Stabile, com os rumos da negociação e a divisão desigual dos valores.
A negociação estava praticamente fechada. Um documento já havia sido redigido, e o plano era formar um bloco de clubes fortes para negociar diretamente com emissoras e plataformas de streaming, sem intermediários.
No entanto, segundo apuração da Agência RTI Esporte, Stabile recuou ao perceber que o modelo favorecia demasiadamente o Flamengo. A divisão das receitas, baseada em audiência e alcance de mercado, daria uma fatia generosa ao Rubro-Negro, o que incomodou o mandatário alvinegro.
Flamengo liderava, Corinthians puxou o freio
Luiz Eduardo Baptista, o Bap, presidente do Flamengo, era o grande articulador do acordo. Ele pressionava para fechar o negócio ainda em 2025, mas esbarrou na resistência corinthiana.
Nos bastidores, o Corinthians passou a desconfiar da costura flamenguista, entendendo que o plano visava, acima de tudo, fortalecer o Rubro-Negro financeiramente nos próximos ciclos de direitos de transmissão.
“O Corinthians prefere cautela e quer revisar as bases financeiras antes de retomar as conversas.”
Impasse trava bloco de clubes
Com o Corinthians fora da jogada, a formação do tão sonhado bloco perde força. O Flamengo ainda insiste no projeto, vendo na venda conjunta uma forma de aumentar a receita do Brasileirão e reduzir a dependência de acordos individuais.
Mas, por ora, o cenário é de impasse. Não há previsão para retomada das conversas entre os dois gigantes.
Análise: Disputa de bastidor com reflexos em campo
A movimentação mostra que, fora das quatro linhas, a disputa entre os clubes é tão acirrada quanto dentro de campo. O Corinthians, que historicamente defende maior equidade na distribuição de receitas, não quis ser coadjuvante num roteiro escrito pelo Flamengo.
Por outro lado, o Rubro-Negro, com sua força de marca e audiência, tenta capitalizar ao máximo seu protagonismo midiático. O embate evidencia a dificuldade dos clubes brasileiros em encontrar um modelo de divisão mais justo e sustentável para todos.