Seleção Brasileira terá mudanças e CBF já avalia opções para o cargo

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) decidiu romper com Ramon Menezes após a pior campanha da história do Brasil no Mundial Sub-20. A entidade já está no mercado em busca de um novo treinador, com preferência por nomes do futebol nacional. A substituição, no entanto, não deve acontecer de imediato.


Campanha desastrosa selou a saída

A queda de Ramon Menezes já vinha sendo cogitada nos bastidores, mas a eliminação vexatória na fase de grupos do Mundial, com o Brasil terminando na lanterna e somando apenas um ponto, acelerou a decisão. A gota d’água foi o desempenho apático e sem identidade da equipe.

Além disso, Ramon não conseguiu classificar o time para os Jogos Olímpicos de Paris, o que aumentou a pressão interna.

“A decisão foi tomada após avaliação sobre o ciclo de trabalho desenvolvido até aqui”, afirmou a CBF em comunicado oficial, adotando tom institucional para justificar a saída do treinador.


Nada de estrangeiro: CBF mira técnico brasileiro

Mesmo após fechar com o italiano Carlo Ancelotti para a Seleção principal, a CBF descarta qualquer possibilidade de estrangeiros para o comando do time sub-20. A ideia é valorizar o mercado interno e apostar em alguém que já conheça a base do futebol brasileiro.

O atual presidente da entidade, Samir Xaud, está pessoalmente à frente do processo de escolha. Ele se encontra em viagem à Coreia do Sul, onde acompanha a Seleção principal em amistosos, mas já iniciou as conversas com nomes do mercado.


Sem pressa para definir substituto

Apesar da urgência evidente, o nome do novo comandante deve ser anunciado apenas até o final do ano. A CBF sinaliza que a escolha será feita com “cautela e critério”, evitando decisões precipitadas que comprometam o próximo ciclo da base.


Análise: erro em insistir com Ramon custou caro

Manter Ramon Menezes no cargo após eliminações anteriores, inclusive na Pré-Olímpica Sul-Americana, em que o Brasil também ficou fora, foi um erro estratégico da antiga gestão. O técnico só permaneceu graças à confiança pessoal de Ednaldo Rodrigues, ex-presidente da CBF, o que revelou uma decisão mais política do que técnica.

Agora, com Samir Xaud assumindo o protagonismo, a expectativa é de uma escolha mais alinhada com os objetivos a longo prazo da Seleção de base.