Cenário mudou: Hulk fica perto de ‘deixar’ o Atlético Mineiro

O clima mudou nos bastidores do Atlético Mineiro. Ídolo da torcida, Hulk deixou claro que não está mais confortável com seu papel no clube. O atacante abriu mão da faixa de capitão, revelou incômodo com decisões da arbitragem e, o mais alarmante: não cravou sua permanência para a próxima temporada, mesmo com contrato até o fim de 2026.


“Decidi não usar mais a faixa de capitão”

Em entrevista após a vitória sobre o Bolívar, pela Copa Sul-Americana, Hulk explicou a razão de ter deixado a faixa de capitão com o zagueiro Lyanco. A decisão foi pessoal, e segundo ele, motivada por desgaste com a arbitragem e a falta de respaldo dentro de campo.

“Decidi não usar mais a faixa de capitão. Conversei com o Sampaoli, pedi para não usar mais, para não me expor tanto, porque eu não poderia exercer minha função”, disse o camisa 7.

O atacante também relembrou a polêmica expulsão contra o Palmeiras, em 2023, e não poupou críticas ao árbitro Rodrigo José Pereira de Lima:

“Foi uma loucura. Até hoje não deu em nada. Uma situação que chega a ser bizarra”, desabafou Hulk, citando também disparidades de tratamento com outros jogadores da Série A.


“A prioridade é ficar, mas…”

Mais preocupante do que a perda da faixa foi a fala sobre o futuro no Atlético. Questionado se cumprirá o contrato até o fim de 2026, Hulk adotou tom cauteloso, levantando a possibilidade de saída já no próximo ano.

“Eu tenho mais um ano de contrato. A prioridade é ficar, mas se não tiver que ficar, vai ser uma conversa. Vamos ver, vamos esperar”, afirmou na zona mista.

A declaração caiu como uma bomba entre os torcedores, especialmente em meio ao jejum de nove jogos sem marcar gols e às críticas crescentes sobre o desempenho do atacante em 2025.


Números em baixa e pressão crescente

  • Último gol: 14 de agosto, contra o Godoy Cruz, pelas oitavas da Sul-Americana.
  • Jejum atual: 9 jogos sem balançar as redes.
  • Última contribuição ofensiva: uma assistência diante do Grêmio, pelo Brasileirão.

Hulk foi substituído aos 29 do segundo tempo contra o Bolívar e, do banco, assistiu ao gol de Bernard, que garantiu o Galo na semifinal da Sul-Americana.


Análise: o fim de um ciclo em andamento?

A fala de Hulk escancarou o que parte da torcida já suspeitava: o ídolo está desgastado, dentro e fora de campo. A perda da faixa de capitão, o incômodo com a arbitragem e a falta de confiança refletem um atleta que não se sente mais à vontade no papel de protagonista.

Seja por fatores técnicos, emocionais ou de ambiente, o Galo pode estar vendo o fim de uma era. Hulk ainda tem peso e história no clube, mas os sinais de que 2025 pode ser sua despedida estão claros. E como o próprio jogador disse: “Vamos ver, vamos esperar…”.


Próximo compromisso do Atlético

Com a classificação para a semifinal garantida, o Atlético volta a focar no Brasileirão. O próximo jogo é neste sábado (21h), na Arena MRV, contra o Mirassol.