Corinthians pode recorrer a estratégias arriscadas para sair do transfer ban

O Corinthians enfrenta um desafio que pode alterar o planejamento do clube para os próximos meses. A diretoria busca alternativas para lidar com restrições financeiras que afetam diretamente a contratação de novos jogadores, em razão de dívidas e do transfer ban imposto pela Fifa. Uma das ideias que vem sendo discutida internamente envolve mudanças na prioridade do pagamento de dívidas, uma estratégia que pode gerar polêmica.

Sugestão polêmica de Romeu Tuma Júnior

O presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, levantou a possibilidade de o clube suspender temporariamente os pagamentos referentes à Neo Química Arena. Segundo ele, a medida serviria para direcionar recursos para dívidas mais urgentes, evitando bloqueios financeiros que comprometeriam outras áreas do clube. Durante uma coletiva, Tuma afirmou: “Senão, para de pagar, para de pagar o estádio. Vai pagar as dívidas que temos que são mais urgentes para evitar bloqueio. Para de pagar, acabou.”

A sugestão foi apresentada como uma alternativa estratégica, mas ainda não há decisão oficial. Tuma reforçou que sua função é consultiva: “Sou presidente do Conselho, não mando nada. Acho que o Corinthians tem que resolver o problema na Caixa.” A dívida do clube com a Caixa Econômica Federal chega a R$ 668 milhões, e a suspensão dos pagamentos da arena poderia gerar repercussões legais e financeiras.

Enquanto isso, torcedores e iniciativas externas já contribuíram para reduzir parte do débito. A Gaviões da Fiel, por exemplo, arrecadou e repassou mais de R$ 40 milhões para abater a dívida da Neo Química Arena.

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Foto: Nicole Mingoranci
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