Robinho levanta as mãos para o céu e pode comemorar uma grande notícia

Robinho, condenado a nove anos de prisão, cumpre atualmente sua pena em regime fechado no presídio de Tremembé, localizado no interior de São Paulo. Apesar do cenário adverso, o ex-jogador recebeu um sinal positivo recentemente e aguarda com esperança uma possível redução do tempo de encarceramento.

A defesa do atleta apresentou um novo pedido de redução da pena ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), marcando a terceira tentativa desde o início da temporada de 2025. As duas solicitações anteriores já haviam sido rejeitadas pela Corte. Agora, no entanto, o jogador pode voltar a cogitar a liberdade, após reviravolta no Brasil.

O principal argumento dos advogados é que a condenação imposta pela Justiça italiana, que determinou nove anos de reclusão, “não se harmoniza com princípios constitucionais e legais da ordem pública brasileira”. Com base nessa tese, a defesa sustenta que a pena deveria ser ajustada para o mínimo previsto para o crime, seis anos, possibilitando a progressão para o regime semiaberto.

Robinho se envolve em estupro coletivo

Além disso, a equipe jurídica argumenta que a legislação brasileira sobre crimes hediondos não deveria ser aplicada ao caso de Robinho. Para contextualizar, o ex-atacante foi condenado na Itália por envolvimento em um estupro coletivo ocorrido ainda em 2013, em Milão, enquanto atuava pelo Milan. O caso gerou repercussão mundial.

De acordo com o artigo 112 da Lei de Execuções Penais, que trata dos crimes hediondos cometidos por réus primários, é obrigatório cumprir cerca de 40% da pena em regime fechado antes de solicitar a progressão para o semiaberto. Mesmo que o recurso atual não seja aceito, Robinho poderá pleitear a saída antecipada da prisão após cumprir três anos e seis meses.