Jogadores do Athletico não estão nada contentes com situação relacionada ao clube

O desempenho irregular do Athletico Paranaense na Série B do Campeonato Brasileiro reacendeu discussões sobre o gramado sintético da Arena da Baixada. Antes visto como um grande trunfo do clube, o campo agora é apontado pelos próprios atletas – incluindo os recém-chegados, como o colombiano Kevin Viveros, contratação mais cara do clube – como um obstáculo para a equipe.

De acordo com as informações obtidas pelo portal ‘Trétis’, juntamente do canal ‘Três Pontos’, os jogadores rubro-negros vêm relatando que o piso está excessivamente duro em relação a gramados naturais, incluindo os campos do CT do Caju. Isso, é claro, acaba se refletindo dentro de campo: em nove partidas na Arena pela Série B, o Athletico somou apenas 13 dos 27 pontos possíveis.

Após reclamação, Furacão estuda troca de gramado sintético

Internamente, o Athletico já estuda a substituição do gramado, mas não pretende voltar à grama natural. A ideia é instalar um novo campo sintético – mesmo que o atual ainda tenha certificação Fifa. O piso, inaugurado há cerca de uma década, em fevereiro de 2016, completa dez anos justamente na próxima temporada, e a proximidade com seu vencimento pode explicar tamanha insatisfação.

Desde sua instalação, o campo da Arena foi alvo de debates. Inicialmente, rivais reclamavam que o Athletico se beneficiava por estar mais acostumado ao piso, o que seria uma vantagem competitiva. Hoje, a percepção mudou, e há até questionamentos sobre possíveis riscos de lesões, embora sem evidências científicas concretas.

Apesar da polêmica, a diretoria do Furacão adota cautela sobre uma possível troca. O gramado sintético traz benefícios financeiros, já que tem custo de manutenção inferior ao da grama natural e suporta jogos e eventos, como shows, sem prejuízos significativos. No entanto, a instalação de um novo campo exigirá investimento alto, e o clube não gostaria de arcar com isso neste momento.