Corinthians finge que paga as contas e agora corre risco de transfer ban

Distante dos gramados, o Corinthians segue sendo assunto entre os torcedores, ainda distante das notícias positivas. Neste momento, o profissional encara mais uma turbulência fora das quatro linhas: o clube não quitou a primeira parcela de um acordo homologado na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) e agora projeta a virada de chave para evitar punições.

A grande preocupação pode ser com o transfer ban, que impede o registro de novos jogadores. Formalizado em abril, o acordo do Corinthians com a CNRD estabelece um compromisso financeiro de R$ 76 milhões a serem pagos a clubes e jogadores. A primeira cobrança, no valor aproximado de R$ 4,2 milhões, venceu na última quinta-feira (17) e segue em aberto.

Mesmo com o atraso, o clube avalia que ainda há tempo hábil para evitar sanções. Isso porque o regulamento do plano concede um prazo adicional: o Corinthians tem até cinco dias corridos após cada vencimento para comprovar nos autos que quitou o valor. Somente após esse período é que medidas como o transfer ban poderiam ser aplicadas.

Corinthians procura possibilidades para reverter situação

Em busca de recursos para cumprir a obrigação, a diretoria do Corinthians mira diferentes frentes. Uma delas é o adiantamento de R$ 30 milhões do contrato de televisão com a Liga Forte União (LFU), aprovado nesta semana pelo Conselho de Orientação. Contudo, o montante ainda não foi repassado ao clube.

Há também expectativa em torno da entrada das luvas do novo contrato com a Nike: o primeiro depósito, previsto para agosto, deve render cerca de R$ 50 milhões, verba que pode aliviar a pressão financeira e reduzir o risco de novos atrasos. Embora uma eventual punição ainda possa ser revertida com a regularização dos pagamentos, o Corinthians sabe que a reincidência mudaria o cenário.