Treinadores no Brasil usam inteligência artificial para escalar time titular

Longe dos gritos à beira do campo e dos quadros táticos no vestiário, uma nova força começa a influenciar o futebol moderno no Brasil: os algoritmos. Em meio à revolução silenciosa que a tecnologia tem promovido no esporte, a inteligência artificial ganha espaço na hora de montar times, definir estratégias e até prever cenários de jogo.

A tradicional figura do técnico intuitivo, que confiava no “olho clínico” e na experiência para escalar os onze titulares, pode sofrer com mudanças em um futuro próximo. Cada vez mais, a análise de dados, com plataformas especializadas gerando relatórios a partir de milhares de variáveis observadas em campo, ganha espaço e atenção.

Iniciativas assim já fazem parte da rotina de times na Inglaterra e no Brasil, onde o investimento em inovação se tornou um diferencial competitivo. Informações como número de passes corretos, desarmes, finalizações, distâncias percorridas e posicionamento em tempo real são reunidas, cruzadas e interpretadas por sistemas como o Opta Sports e o StatsBomb.

Brasil pode se dividir entre opiniões sobre IA

Vale ressaltar que as ferramentas transformam o que acontece nos gramados em estatística de alta precisão, assunto que chama a atenção dos torcedores no Brasil. Para muitos, a ideia chega para deixar o futebol ainda mais assertivo. Para outros, no entanto, o esporte ficará distante dos grandes números que eram alcançados no passado, deixando as raízes.

O fator “humano” ainda pode ser o grande diferencial para diferenciar os trabalhos em todo o mundo. É importante pontuar que a inteligência artificial vai além, detectando padrões de movimentação coletiva e tendências individuais, o que permite antecipar jogadas e indicar ajustes estratégicos com base no adversário.