A informação envolvendo as dívidas do Atlético-MG que repercutiu no Brasil
Durante entrevista coletiva concedida na Arena MRV, Rafael Menin, um dos principais investidores da SAF do Atlético-MG, falou sobre o cenário financeiro do clube e adotou um tom realista ao abordar a dívida bilionária. Segundo ele, sem a entrada de novos recursos, é praticamente inviável reduzir o passivo atual de forma natural.
Com um endividamento estimado em R$ 1,8 bilhão, o profissional reconheceu as dificuldades enfrentadas pela gestão: “A dívida é quase impossível de ser paga de forma orgânica, dado o peso atual e também o nível de competitividade, a inflação do futebol brasileiro. Para que a gente consiga de forma orgânica pagar essa dívida, vão ser muitos e muitos anos”, afirmou.
O recente relatório Convocados, informa que o Galo pode levar entre 19 e 22 anos para equalizar o passivo, estimado por eles em cerca de R$ 2,3 bilhões. Diante desse cenário, a entrada de novos investidores passa a ser considerada essencial para a saúde financeira da SAF. Grande parte dos torcedores já se mostram insatisfeitos com a situação do time.
Torcedores do Atlético-MG terão preocupação importante ao futuro
Durante a conversa com os jornalistas, o empresário foi lembrado de uma metáfora que utilizou anteriormente, comparando o Atlético-MG a um paciente em estado terminal, que hoje estaria na UTI. Questionado sobre quando o clube poderia, enfim, “receber alta”, ele explicou que tudo depende de novos aportes.
“A alta seria com aporte (financeiro). Sem o aporte, vai ser uma alta lenta, né? Vindo o Fair Play, essa alta poderia ser acelerada. Mas, ainda assim, levaria alguns anos. Sem o Fair Play, muitos e muitos anos. Com o aporte dos atuais acionistas, ou de outros acionistas, a gente poderia acelerar brutalmente a alta do hospital”, ressaltou.