Atlético-MG pode receber um grande investidor em breve?
Desdobrando-se em altos e baixos no setor financeiro, o Atlético-MG iniciou movimentos para atrair novos investidores à sua Sociedade Anônima do Futebol. Encarando uma dívida que já ultrapassa R$ 1,8 bilhão, a Galo Holding, que detém 75% das ações da SAF, estuda abrir mão de parte de sua participação. Parte da torcida demonstra preocupação sobre o momento do time.
Com o intuito de amenizar a pressão sobre as finanças do clube, os atuais sócios veem a chegada de um novo parceiro como saída para injetar capital e reequilibrar a estrutura. A proposta seria fortalecer financeiramente a Galo Holding, redistribuindo as ações entre os investidores já presentes e o novo aporte externo.
De acordo com informações obtidas pelo ‘ge’, há a expectativa de que o novo investidor seja definido ainda na temporada de 2025. O processo está sendo conduzido com o auxílio de três empresas especializadas, que intermediam as conversas e analisam os potenciais interessados, sejam pessoas físicas ou jurídicas.
Divisão da SAF do Atlético-MG pode ter mudanças
A estrutura de divisão acionária da SAF do Atlético-MG funciona assim: 25% continuam sob controle da associação, enquanto os demais 75% pertencem à Galo Holding, que é repartida da seguinte maneira: 2R’s (Rubens e Rafael Menin) com 41,8%, Galo Forte FIP (de Daniel Vorcaro) com 20,2%, FIGA (Fundo de Investimentos e Participações Multiestratégia) com 6,7% e Ricardo Guimarães com 6,3%.
Mesmo com o movimento para atrair um novo sócio, a prioridade declarada pelos 4Rs do Atlético-MG é obter recursos voltados exclusivamente à quitação de dívidas urgentes, sem intenção, neste momento, de investir no elenco. Como ressaltou o economista César Grafietti, o Galo deveria contar ao menos com R$ 600 milhões, além de cortes significativos em suas despesas.